Ontem foi dia 26. Em outros tempos esse dia teria um pouco mais de importância, mas o sonho acabou há algumas semanas! Melhor assim? Ainda não sei responder. Um dia me acostumo.
De verdade a data é 26 de novembro, mas ontem acabei lembrando. Não muito diferente dos outros dias. Uma intensidade maior.
Uma viagem Real. Em 26 de novembro de 1.807 a Realeza Portuguesa iniciara sua viagem (fuga) em direção ao Brasil. Outros 12 mil portugueses vieram na onda e é criado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Início da nossa independência que ocorreria um pouco mais tarde.
26 de abril já não é tão interessante assim. Desculpe o humor negro. Já ouviram falar de Chenobil? Pois é, em 1.986, nesse mesmo dia explodiu um de seus reatores. Tal explosão radioativa provocou 31 mortes já no seu primeiro dia. Contaminou mais de 10 mil km² e atingiu mais de 600 mil pessoas.
Passado. Reflexo atual. À mim, o Patricio basta, graças a Deus.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Arquitetura
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Início
Tudo tem sua primeira vez... e aqui estou! Avesso a tecnologia internauta...
Possibilidade de expressar, gritar, falar... o objetivo principal é a Cultura e Arquitetura, de preferência Brasileira. Pronto, me atraiu, to aí...
Para começar, venho com Carlos Drummond de Andrade, Resíduo. Um trecho.
(...)
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória. (...)
Possibilidade de expressar, gritar, falar... o objetivo principal é a Cultura e Arquitetura, de preferência Brasileira. Pronto, me atraiu, to aí...
Para começar, venho com Carlos Drummond de Andrade, Resíduo. Um trecho.
(...)
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória. (...)
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